Reflexões sobre navalhas, furacões e mensalões
Nas últimas semanas fomos testemunhas de diversas denúncias avassaladoras no campo público: empreiteiras que receberam somas vultosas por obras inexistentes; políticos favorecidos com mimos, presentes e contas pagas por empresários; nepotismo praticado em diversas esferas governamentais; tráfico de influências e interesses; emendas ao Orçamento fraudulentas e, por fim, promiscuidade de interesses entre público e privado. Se isso ocorresse vez ou outra, ficaríamos assustados e pediríamos providências urgentes e os envolvidos seriam julgados e condenados por seus crimes contra o Estado. Acontece que isso só ocorre em países de Primeiro Mundo... No Brasil, que tem em sua cultura enraizada a "filosofia do malandro", a impunidade é regra, não exceção. Devido a um sistema judiciário deficiente, atrasado e com diversos empecilhos, o Brasil está se especializando na impunidade de seus criminosos, ou seja, no "sucesso" da prática meliante.
Qualquer pessoa que conheça um pouco mais a fundo o sistema político nacional e como se dá a política do "toma-lá, dá-cá" sabe que Gautamas, vendas de sentenças e Marcos Valérios são figurinhas comuns nos corredores palacianos e nos atos políticos. Não porque todos os elementos que façam parte desse jogo sejam todos mal-intencionados e visem apenas o seu favorecimento pessoal; a questão é muito mais profunda e complexa e atinge principalmente a forma como o sistema político-governamental brasileiro está estabelecido. Há uma história de pelo menos 400 anos de burocracia estatal instalada em território nacional; associada a isso, há um sistema político "democrático" que acabou sendo distorcido por leis confusas em uma "aristocracia" que manipula o jogo eleitoral através de doações exorbitantes e joguetes democráticos com o objetivo de criar um engodo para o "curral", ou seja, os eleitores. A "aristocracia" em questão são os empresários e os donos do capital, que são a gênese das famosas "caixinhas de campanha", "caixas 2", "gautamas" e tantas outras malversações do dinheiro público a qual estamos ficando acostumados (!!!) a presenciar nos últimos tempos. Em resumo, as causas fundamentais da disseminação da corrupção na máquina estatal são a sua engenhosidade, o financiamento privado irrestrito das campanhas eleitorais, o voto proporcional, as reeleições eternas, os mecanismos antiquados de licitações públicas, a deficiência do sistema de processos no Judiciário, a questão cultural do "jeitinho brasileiro" e a falta de preparo educacional, ético e moral dos elementos envolvidos em malversões do dinheiro público.
A verdade é que não haverá mudança desse quadro instalado se não houver uma reação da sociedade contra toda a questão da impunidade, que é o resultado de todo o processo de corrupção. Sem que haja uma Reforma completa do Judiciário, uma Reforma Política que vise a implantação do voto distrital puro e do financiamento público de campanhas eleitorais, de uma Reforma Educacional que forje uma nova forma de pensar das gerações futuras e uma completa Reforma Administrativa na máquina pública (inclusive com direito a privatizações, criação e reforma de agências reguladoras e terceirizações onde se achar necessário), não haverá esperanças de reversão desse quadro crônico. Pela classe política atual instalada no País não há como se implantar tais reformas em toque de caixa; há uma necessidade preemente da sociedade se mobilizar em seus diversos segmentos organizados para exigir e buscar essas mudanças, inclusive pressionando essas "autoridades" através dos meios democráticos (protestos, mobilizações, passeatas, greves e utilização da mídia escrita, falada e eletrônica). O Brasil já tem capital e riqueza suficiente para se tornar um país de Primeiro Mundo: o que se precisa é que se reduza ao máximo as desigualdades e que se crie um verdadeiro comunismo de oportunidades para os seus habitantes, quaisquer que sejam eles. Mas, para isso, não basta que apenas os políticos tenham vontade política; o mais importante é que as pessoas tenham essa vontade política de mudar.
Você tem que ser capaz de fazer essa mudança, de mudar a sua mentalidade, sua visão de vida e se envolver com um projeto de País melhor para você e seus filhos. O milagre não se faz com assinaturas de canetas distribuindo milhões para o semi-árido, ou a construção de grandiosos hospitais e clínicas em regiões desfavorecidas, ou então se construindo grandes estradas; o verdadeiro milagre está em um adolescente que consegue dizer não para as drogas e sim para a educação; está no rapaz e na moça que conseguem finalmente o seu primeiro emprego depois de uma intensa batalha; está na mãe que trabalha em dois empregos e acha tempo para acompanhar o seu filho jogando futebol; esse é o verdadeiro milagre, a mudança de mentalidade, a maneira de ver a vida como algo recompensador e que valha a pena. É dessa mudança que o Brasil precisa para que Gautamas e Mensalões deixem de ser rotina e se tornem a exceção à regra, como devem ser. As pessoas devem enxergar que elas tem o poder de mudar o seu destino. Você quer ver um milagre? SEJA O MILAGRE!
Qualquer pessoa que conheça um pouco mais a fundo o sistema político nacional e como se dá a política do "toma-lá, dá-cá" sabe que Gautamas, vendas de sentenças e Marcos Valérios são figurinhas comuns nos corredores palacianos e nos atos políticos. Não porque todos os elementos que façam parte desse jogo sejam todos mal-intencionados e visem apenas o seu favorecimento pessoal; a questão é muito mais profunda e complexa e atinge principalmente a forma como o sistema político-governamental brasileiro está estabelecido. Há uma história de pelo menos 400 anos de burocracia estatal instalada em território nacional; associada a isso, há um sistema político "democrático" que acabou sendo distorcido por leis confusas em uma "aristocracia" que manipula o jogo eleitoral através de doações exorbitantes e joguetes democráticos com o objetivo de criar um engodo para o "curral", ou seja, os eleitores. A "aristocracia" em questão são os empresários e os donos do capital, que são a gênese das famosas "caixinhas de campanha", "caixas 2", "gautamas" e tantas outras malversações do dinheiro público a qual estamos ficando acostumados (!!!) a presenciar nos últimos tempos. Em resumo, as causas fundamentais da disseminação da corrupção na máquina estatal são a sua engenhosidade, o financiamento privado irrestrito das campanhas eleitorais, o voto proporcional, as reeleições eternas, os mecanismos antiquados de licitações públicas, a deficiência do sistema de processos no Judiciário, a questão cultural do "jeitinho brasileiro" e a falta de preparo educacional, ético e moral dos elementos envolvidos em malversões do dinheiro público.
A verdade é que não haverá mudança desse quadro instalado se não houver uma reação da sociedade contra toda a questão da impunidade, que é o resultado de todo o processo de corrupção. Sem que haja uma Reforma completa do Judiciário, uma Reforma Política que vise a implantação do voto distrital puro e do financiamento público de campanhas eleitorais, de uma Reforma Educacional que forje uma nova forma de pensar das gerações futuras e uma completa Reforma Administrativa na máquina pública (inclusive com direito a privatizações, criação e reforma de agências reguladoras e terceirizações onde se achar necessário), não haverá esperanças de reversão desse quadro crônico. Pela classe política atual instalada no País não há como se implantar tais reformas em toque de caixa; há uma necessidade preemente da sociedade se mobilizar em seus diversos segmentos organizados para exigir e buscar essas mudanças, inclusive pressionando essas "autoridades" através dos meios democráticos (protestos, mobilizações, passeatas, greves e utilização da mídia escrita, falada e eletrônica). O Brasil já tem capital e riqueza suficiente para se tornar um país de Primeiro Mundo: o que se precisa é que se reduza ao máximo as desigualdades e que se crie um verdadeiro comunismo de oportunidades para os seus habitantes, quaisquer que sejam eles. Mas, para isso, não basta que apenas os políticos tenham vontade política; o mais importante é que as pessoas tenham essa vontade política de mudar.
Você tem que ser capaz de fazer essa mudança, de mudar a sua mentalidade, sua visão de vida e se envolver com um projeto de País melhor para você e seus filhos. O milagre não se faz com assinaturas de canetas distribuindo milhões para o semi-árido, ou a construção de grandiosos hospitais e clínicas em regiões desfavorecidas, ou então se construindo grandes estradas; o verdadeiro milagre está em um adolescente que consegue dizer não para as drogas e sim para a educação; está no rapaz e na moça que conseguem finalmente o seu primeiro emprego depois de uma intensa batalha; está na mãe que trabalha em dois empregos e acha tempo para acompanhar o seu filho jogando futebol; esse é o verdadeiro milagre, a mudança de mentalidade, a maneira de ver a vida como algo recompensador e que valha a pena. É dessa mudança que o Brasil precisa para que Gautamas e Mensalões deixem de ser rotina e se tornem a exceção à regra, como devem ser. As pessoas devem enxergar que elas tem o poder de mudar o seu destino. Você quer ver um milagre? SEJA O MILAGRE!
Marcadores: Brasil, Gautama, Mensalão, Operação Furacão, Operação Navalha, política, sistema eleitoral

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