O rei dos presidentes ébrios
Esta semana tivemos a triste notícia do falecimento do ex-presidente russo Bóris Yeltsin, aos 76 anos. Líder da derrocada da União Soviética, Yeltsin foi uma personagem controversa da política mundial. Ao mesmo tempo que promoveu a ruptura do bloco soviético, e a conseqüente democratização das ex-repúblicas, teve a sua parcela de culpa ao implantar de maneira precipitada e, até mesmo violenta, a abertura econômica da Rússia nos moldes do Consenso de Washington. A crise que sobreveio mais tarde foi mais cruel que as crises econômicas de 1929 nos EUA e a crise na década de 1920 na Alemanha. O PIB russo chegou a despencar 50% em um ano. Apesar disso, Yeltsin foi decisivo para inserir a Rússia no plano mundial e buscar um assento no G-8. Teve excelentes relações com o Brasil, devotando uma grande amizade com o ex-presidente Fernando Henrique, que rendeu o apoio russo na tentativa brasileira de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Afastou-se da política em 2000, ao renunciar ao seu cargo de presidente ao meio de mais uma crise de popularidade e devido aos problemas de saúde os quais já enfrentava.
Como pessoa, Yeltsin era o típico bonachão: gostava de beber muitas vodkas a mais, foi o valentão da escola (chegou a perder 2 dedos em uma brincadeira com uma granada), andava de ônibus para ir até a Prefeitura de Moscou e adorava fazer peças em público, principalmente quando estava em estado etílico. Afanou secretária, se esborrachou de rir em cerimônia com o presidente americano e até dançou em evento com o ex-chanceler alemão. Em resumo, uma figuraça.
Descanse em paz, Boris Yeltsin...
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