Ainda resta esperança para a Terra
Ainda há uma luz no fim do túnel. Depois do alarmante relatório da ONU sobre o aquecimento global (colocando que, na melhor das hipóteses, o clima terá um aumento médio de quase 3ºC, o que resultaria no fim certo da maioria das cidades litorâneas), hoje aprovou-se, em uma nova reunião da cúpula que discute o aquecimento, uma série de medidas que visam combater a doença que acomente o nosso planeta. O relatório prevê o fim dos combustíveis fósseis (as Sete Irmãs que não devem ter gostado disso...) e a substituição progressiva por combustíveis renováveis, notadamente a energia solar, eólica, nuclear, elétrica e biocombustíveis (notadamente os desenvolvidos pela Petrobrás, o álcool da cana-de-açúcar, o biodiesel e o HBio). Uma medida sensata e que prima principalmente pela sobrevivência de todos no planeta. Afinal, já fazem mais de 10 mil anos que o homem vem impondo uma destruição massiva do ambiente onde vive e, pior, o pratica sendo consciente disso e visando apenas o prejuízo de sua própria espécie. Esperamos que o lobby da indústria da destruição global (notadamente a indústria do petróleo) não esfrie os ânimos dos governos em buscar impedir a hecatombe global. Já bastam 150 anos de exploração e poluição desenfreada em busca apenas do lucro máximo e da destruição do planeta. E, como sempre acontece, a natureza cobra a fatura. Pode demorar, mas ela sempre faz questão de se regenerar e destruir o ser que está provocando o seu desequilíbrio, nesse caso, o homem. É hora de respeitarmos essa força e vivermos em harmonia com ela, senão, não haverá esperanças de um amanhã melhor para nós e nossos descendentes.
Segue reportagem do portal EPTV.com:
Para ONU, frear aquecimento global é possível
Adoção de biocombustíveis e fontes de energia renováveis são alternativas
04/05/2007 - 07:58 - Cientistas e autoridades de mais de 100 países concluíram nesta sexta-feira (4) que lutar contra o aquecimento global é possível financeiramente e que a tecnologia disponível é suficiente para diminuir as emissões de gases poluentes. Com medidas rápidas e enérgicas seria possível evitar o caos climático no futuro.
As informações foram divulgadas no relatório final do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela ONU em Bangcoc, Tailândia. Especialistas em clima e representantes de diferentes países estavam reunidos desde segunda-feira (30) discutindo sobre o tema. Foi o terceiro relatório elaborado em 2007.
O relatório servirá como um manual para os governantes e aborda formas de evitar o aumento da emissão de gases que causam o aquecimento global, particularmente o dióxido de carbono (CO2) liberado pela queima de combustíveis fósseis e florestas. Revê as últimas descobertas científicas sobre custos e formas para frear as emissões e ainda afirma que as atuais políticas ambientais são inadequadas.
As delegações dos diferentes países chegaram a um consenso de que o mundo tem tecnologia e dinheiro para limitar o aquecimento global, mas deve agir imediatamente. A adoção de biocombustíveis e fontes de energia renováveis, além de melhor aproveitamento energético, entre outras medidas, podem reduzir o impacto do desastre mundial. Há uma variedade tecnológica já disponível para conter as mudanças climáticas com um custo razoável até mesmo para os países responsáveis pelos maiores danos à natureza.
“Os esforços para a atenuação do aquecimento global e para a diminuição da poluição nos próximos 20 ou 30 anos terão um grande impacto sobre as possibilidades de alcançarmos os níveis mais baixos para a estabilização das emissões de gases que provocam o efeito estufa”, afirma a conclusão do IPCC.
O texto também contempla a energia nuclear, a solar e a eólica, além das práticas para a captação e o armazenamento de CO2 emitido. Mudanças na forma de plantio de algumas culturas e no tratamento de rebanhos ainda podem diminuir emissões de gás metano, que também causa efeito estufa. Em alguns casos, as tecnologias proporcionarão grandes benefícios, inclusive menores gastos com saúde por causa da diminuição da poluição.
“Existiam algumas pendências em relação à questão nuclear, mas finalmente chegamos a um acordo sobre isso”, afirmou Andres Flores Montallo, da delegação Mexicana.
Participando da conferência apenas como observador, Jacques Selliers, diretor de uma organização não-governamental, concorda que o balanço final foi positivo. “Algumas partes foram mais difíceis, alguns trechos do documento foram eliminados, mas acredito que no geral o relatório manteve sua essência científica e permanece muito bom”, disse.
Resistência
A União Européia e a China discutiram sobre os custos e a quantidade permitida para emissões de gases que causam o efeito estufa.
Segundo maior poluidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos , a China foi um dos países que mais resistiram à recomendação de reduzir a concentração de partículas de CO2, juntamente com a Índia. O nível atual é de 430 partículas de CO2 por milhão, de acordo com os especialistas, e o objetivo é manter em 445 partículas de CO2 por milhão em 2030.
“Com as atuais práticas, as emissões vão continuar a crescer nas próximas décadas”, afirmou um participante do encontro.
A delegação chinesa reclamou que os custos regionais para frear as emissões diferem muito das médias mundiais. Outro representante afirmou que o objetivo não é realista, dado o aumento das emissões de países em desenvolvimento.
A União Européia pretende seguir o limite máximo permitido para atingir a meta de um aumento de apenas 2ºC na temperatura global, um nível que, se ultrapassado, seria o ponto de partida para perigosas mudanças no sistema climático mundial.
Mas ao deixarem o encontro, os participantes concordavam que a ciência parece ter vencido a política.
Relatórios
O relatório é o terceiro a ser lançado pela ONU neste ano e resume o trabalho de 2500 cientistas. Os dois anteriores fizeram previsões terríveis sobre o futuro do planeta.
Entre os problemas que o aquecimento global vai causar estão o aumento do nível dos oceanos, que encobrirá ilhas e áreas litorâneas, ondas de calor, seca e enchentes.
Segue reportagem do portal EPTV.com:
Para ONU, frear aquecimento global é possível
Adoção de biocombustíveis e fontes de energia renováveis são alternativas
04/05/2007 - 07:58 - Cientistas e autoridades de mais de 100 países concluíram nesta sexta-feira (4) que lutar contra o aquecimento global é possível financeiramente e que a tecnologia disponível é suficiente para diminuir as emissões de gases poluentes. Com medidas rápidas e enérgicas seria possível evitar o caos climático no futuro.
As informações foram divulgadas no relatório final do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), organizado pela ONU em Bangcoc, Tailândia. Especialistas em clima e representantes de diferentes países estavam reunidos desde segunda-feira (30) discutindo sobre o tema. Foi o terceiro relatório elaborado em 2007.
O relatório servirá como um manual para os governantes e aborda formas de evitar o aumento da emissão de gases que causam o aquecimento global, particularmente o dióxido de carbono (CO2) liberado pela queima de combustíveis fósseis e florestas. Revê as últimas descobertas científicas sobre custos e formas para frear as emissões e ainda afirma que as atuais políticas ambientais são inadequadas.
As delegações dos diferentes países chegaram a um consenso de que o mundo tem tecnologia e dinheiro para limitar o aquecimento global, mas deve agir imediatamente. A adoção de biocombustíveis e fontes de energia renováveis, além de melhor aproveitamento energético, entre outras medidas, podem reduzir o impacto do desastre mundial. Há uma variedade tecnológica já disponível para conter as mudanças climáticas com um custo razoável até mesmo para os países responsáveis pelos maiores danos à natureza.
“Os esforços para a atenuação do aquecimento global e para a diminuição da poluição nos próximos 20 ou 30 anos terão um grande impacto sobre as possibilidades de alcançarmos os níveis mais baixos para a estabilização das emissões de gases que provocam o efeito estufa”, afirma a conclusão do IPCC.
O texto também contempla a energia nuclear, a solar e a eólica, além das práticas para a captação e o armazenamento de CO2 emitido. Mudanças na forma de plantio de algumas culturas e no tratamento de rebanhos ainda podem diminuir emissões de gás metano, que também causa efeito estufa. Em alguns casos, as tecnologias proporcionarão grandes benefícios, inclusive menores gastos com saúde por causa da diminuição da poluição.
“Existiam algumas pendências em relação à questão nuclear, mas finalmente chegamos a um acordo sobre isso”, afirmou Andres Flores Montallo, da delegação Mexicana.
Participando da conferência apenas como observador, Jacques Selliers, diretor de uma organização não-governamental, concorda que o balanço final foi positivo. “Algumas partes foram mais difíceis, alguns trechos do documento foram eliminados, mas acredito que no geral o relatório manteve sua essência científica e permanece muito bom”, disse.
Resistência
A União Européia e a China discutiram sobre os custos e a quantidade permitida para emissões de gases que causam o efeito estufa.
Segundo maior poluidor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos , a China foi um dos países que mais resistiram à recomendação de reduzir a concentração de partículas de CO2, juntamente com a Índia. O nível atual é de 430 partículas de CO2 por milhão, de acordo com os especialistas, e o objetivo é manter em 445 partículas de CO2 por milhão em 2030.
“Com as atuais práticas, as emissões vão continuar a crescer nas próximas décadas”, afirmou um participante do encontro.
A delegação chinesa reclamou que os custos regionais para frear as emissões diferem muito das médias mundiais. Outro representante afirmou que o objetivo não é realista, dado o aumento das emissões de países em desenvolvimento.
A União Européia pretende seguir o limite máximo permitido para atingir a meta de um aumento de apenas 2ºC na temperatura global, um nível que, se ultrapassado, seria o ponto de partida para perigosas mudanças no sistema climático mundial.
Mas ao deixarem o encontro, os participantes concordavam que a ciência parece ter vencido a política.
Relatórios
O relatório é o terceiro a ser lançado pela ONU neste ano e resume o trabalho de 2500 cientistas. Os dois anteriores fizeram previsões terríveis sobre o futuro do planeta.
Entre os problemas que o aquecimento global vai causar estão o aumento do nível dos oceanos, que encobrirá ilhas e áreas litorâneas, ondas de calor, seca e enchentes.
Marcadores: álcool, Aquecimento Global, Bangcoc, ONU, Relatório

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