O maluco Jânio Quadros
Em minhas buscas pelo YouTube, encontrei uma "pérola" de um dos políticos mais controversos da história brasileira: Jânio Quadros. Nascido em Campo Grande, passou a sua juventude em Curitiba (estudando no Colégio Estadual do Paraná, no Santa Maria e torcendo pelo Glorioso), vindo a se mudar posteriormente para a Vila Maria, em São Paulo, onde fez seu reduto e de onde partiu "como um rojão" da vereança para a Presidência da República em apenas 12 anos.
Não há relatos na história política brasileira de uma ascendência tão acentuada de cargo em tão pouco tempo. Os analistas políticos dizem que a forma atrapalhada de se vestir, a caspa nos ombros, o cabelo por pentear, os sanduíches de mortadela no bolso do paletó, os discursos permeados de dramaticidade e eloqüência à língua (Jânio era professor de Língua Portuguesa) o fizeram criar uma identificação com a massa, parecido com o fenômeno que ocorre hoje com o Molusco. Mas, diferente do Molusco, a forma avassaladora como Jânio chegou ao poder foi a sua maldição: em 7 meses encontrou-se isolado pelo Congresso. Sem ter uma base partidária forte, Jânio tentou flertar com o autoritarismo ao tentar uma má-sucedida renúncia. Em sua crença, acreditava que o povo o levaria nos braços para ser ditador. Enganou-se. A Mesa do Senado acatou sua renúncia, as pessoas ficaram chocadas e imobilizadas. Só restou a Jânio tomar o avião de volta para casa e assistir a "batalha da legalidade", episódio que, no final das contas, resultou no Golpe de 1964.
O vídeo em questão é uma passagem da campanha de 1982 para o Governo de São Paulo. Jânio, naquela ocasião, foi derrotado por Franco Montoro. Mas sua participação na primeira eleição democrática do Regime Militar foi lendária. O seu debate com Montoro, e suas declarações durante a campanha ressoam até hoje. Foi essa campanha que foi a base para a sua vitória surpreendente sobre FHC em 1985. Olha como é a vida: se FHC tivesse sido eleito prefeito, não sei se teria chego à Presidência da República. Foi como Senador, de 1986 a 1994, que FHC ganhou a experiência política necessária para alcançar a Presidência. São as voltas que a vida dá...
Vejam o vídeo e se divirtam com a "eloqüência" janista:
Não há relatos na história política brasileira de uma ascendência tão acentuada de cargo em tão pouco tempo. Os analistas políticos dizem que a forma atrapalhada de se vestir, a caspa nos ombros, o cabelo por pentear, os sanduíches de mortadela no bolso do paletó, os discursos permeados de dramaticidade e eloqüência à língua (Jânio era professor de Língua Portuguesa) o fizeram criar uma identificação com a massa, parecido com o fenômeno que ocorre hoje com o Molusco. Mas, diferente do Molusco, a forma avassaladora como Jânio chegou ao poder foi a sua maldição: em 7 meses encontrou-se isolado pelo Congresso. Sem ter uma base partidária forte, Jânio tentou flertar com o autoritarismo ao tentar uma má-sucedida renúncia. Em sua crença, acreditava que o povo o levaria nos braços para ser ditador. Enganou-se. A Mesa do Senado acatou sua renúncia, as pessoas ficaram chocadas e imobilizadas. Só restou a Jânio tomar o avião de volta para casa e assistir a "batalha da legalidade", episódio que, no final das contas, resultou no Golpe de 1964.
O vídeo em questão é uma passagem da campanha de 1982 para o Governo de São Paulo. Jânio, naquela ocasião, foi derrotado por Franco Montoro. Mas sua participação na primeira eleição democrática do Regime Militar foi lendária. O seu debate com Montoro, e suas declarações durante a campanha ressoam até hoje. Foi essa campanha que foi a base para a sua vitória surpreendente sobre FHC em 1985. Olha como é a vida: se FHC tivesse sido eleito prefeito, não sei se teria chego à Presidência da República. Foi como Senador, de 1986 a 1994, que FHC ganhou a experiência política necessária para alcançar a Presidência. São as voltas que a vida dá...
Vejam o vídeo e se divirtam com a "eloqüência" janista:
Marcadores: Eleições 1982, Golpe de 1964, Jânio Quadros, Presidente da República, renúncia, São Paulo

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