Olha a pizza!!!
Em menos de 24 horas, duas senhoras mussarelas foram servidas: a absolvição de Renan Calheiros no plenário do Senado e a "multa" e perda de pontos da McLaren no Tribunal da FIA. É a prova cabal que a sociedade se tornou, de fato, escrava do dinheiro.
Na Roma Antiga, dizia-se que o escravo era aquele que já nascia com essa condição ou que era capturado em batalha e forçado a trabalhar pelo vencedor em troca de moradia e comida. No mundo de hoje, o sal e a moradia foram substituídos pelas notas verdes de dólares. Mas, como na Roma Antiga, essas notas ainda denotam a escravidão humana. As decisões tomadas tanto no plenário do Senado como no Tribunal da FIA só atendem a um único objetivo: evitar perdas financeiras devastadoras.
Por trás das mussarelas, estão cifrões que mexem com toda a estrutura de sociedade que conhecemos. No caso de Renan Calheiros, sua absolvição representa algumas coisas: dá celeridade ao governo para que não atravanque a sua pauta de votações (leia-se CPMF e outros temas de interesse governamental);, deslegitima o Congresso como poder, pois, a partir da desmoralização pública, a "Casa dos Ratos" está desautorizada ética e politicamente de propor reformas profundas na estrutura econômica, social e política da nação, passando essa bola ao Molusco-Líder, que conseguiu sair como "estadista" da situação (por incrível que pareça!!!), e terá "autoridade moral" (!!!) para impor as "reformas" que considerar necessárias para fortalecer o seu poder; afinal, agora o Congresso está posto de joelhos; e, para encerrar, o medo dos 40 ladrões que votaram a favor de Renan de terem a sua merda jogada no ventilador. Afinal, quem deve teme: e, sendo assim, Renan Babá e os 40 ladrões serão fiéis signatários das palhaçadas petralhas daqui por diante. A oposição, fraca, desorganizada e sem discurso, está desmoralizada e na sarjeta. O PSDB e o DEM são, literalmente, piadas no Congresso. Fazem 5 anos que são oposição e até agora não fazem nem cócegas ao governo petralha. Na época de FHC, Luiz Estevão foi cassado por muito menos e os poderosos ACM e Jáder, bem como o atual governador do DF Arruda, tiveram que renunciar aos seus mandatos frente às pressões públicas e, principalmente, à oposição raivosa, irascível, mas principalmente eficiente praticada pelos petralhas. Como o São Paulo no Brasileirão, o governo PT segue sem adversários à altura para enfrentá-lo. E, sendo assim, para o terceiro mandato e o chavismo brasileiro faltam apenas "detalhes", ou "jeitinho brasileiro", como queiram.
No caso da Fórmula-1, outra decisão movida pelo capital: a exclusão da McLaren, a segunda equipe mais tradicional da categoria, seria um tiro de morte. Representaria fuga de investimentos e a conseqüente quebra financeira. Ao mesmo tempo, entregar o campeonato de bandeja à Ferrari não seria a decisão mais sábia do ponto de vista econômico. Mesmo se a Mercedes tomasse o lugar da McLaren em caso de exclusão, a perda da marca da equipe inglesa representaria o fim da Formula-1 romântica, das velhas marcas e garagistas, além do que poderia deixar a categoria definitivamente na mão das montadoras, que jogariam com ela até o momento que fosse lucrativo. Por tudo isso, a retirada dos pontos de construtores e a multa de US$ 100 milhões são troco perto do risco financeiro que a categoria corrida. Como em Brasília, os interesses corporativos e financeiros falaram mais alto que a moralidade, a ética e a esportividade do processo. Bom para Ron Dennis e Lewis Hamilton, que vencem a queda de braço contra Fernando Alonso, Flávio Briatore e a Ferrari (que entrou de trouxa na história). Ruim para o esporte, que fica de lado quando os interesses financeiros do espetáculo falam mais alto.
O capitalismo selvagem vem derrocando a nossa sociedade ocidental, tal como o Império Romano. Como em tais tempos, o Congresso se tornou corrupto e vendido, os discursos autênticos eram desencorajados e penalizados, o puxa-saquismo é estimulado e regrado e, principalmente, a figura do ditador se faz presente. Aquele que, supostamente, dá "ordem" ao processo. Li uma frase, certo dia, que dizia isso: "Uma República forte torna-se uma Democracia: uma Democracia enfraquecida e demagógica dá margem ao Populismo e, por fim, à Ditadura". Acompanhando a análise dessa frase, vinha uma reflexão sobre os valores da sociedade: comenta-se que o enfraquecimento do processo democrático também enfraquecia a estrutura social, com a destruição familiar, a permissividade e libertinagem dos costumes e o enfraquecimento espiritual da população. Engraçado é que isso descrevia a Roma na época da decadência do Império, mas é de extrema atualidade para o Brasil e para o mundo em que vivemos. Todas as civilizações que fracassaram passaram, sem exceções, por um processo desse tipo. Infelizmente, acredito que nós também estamos presenciando esse triste momento histórico. E, por mais que sejamos como Diodoro Cirino (pai de São Lucas), que discursava pela moralidade e pela volta da ética e do orgulho nacional romano, alea jacta est, a sorte está lançada. A sociedade fez a sua escolha. Cabe a nós lutarmos contra isso ou aceitarmos passivamente a sua degradação.
Na Roma Antiga, dizia-se que o escravo era aquele que já nascia com essa condição ou que era capturado em batalha e forçado a trabalhar pelo vencedor em troca de moradia e comida. No mundo de hoje, o sal e a moradia foram substituídos pelas notas verdes de dólares. Mas, como na Roma Antiga, essas notas ainda denotam a escravidão humana. As decisões tomadas tanto no plenário do Senado como no Tribunal da FIA só atendem a um único objetivo: evitar perdas financeiras devastadoras.
Por trás das mussarelas, estão cifrões que mexem com toda a estrutura de sociedade que conhecemos. No caso de Renan Calheiros, sua absolvição representa algumas coisas: dá celeridade ao governo para que não atravanque a sua pauta de votações (leia-se CPMF e outros temas de interesse governamental);, deslegitima o Congresso como poder, pois, a partir da desmoralização pública, a "Casa dos Ratos" está desautorizada ética e politicamente de propor reformas profundas na estrutura econômica, social e política da nação, passando essa bola ao Molusco-Líder, que conseguiu sair como "estadista" da situação (por incrível que pareça!!!), e terá "autoridade moral" (!!!) para impor as "reformas" que considerar necessárias para fortalecer o seu poder; afinal, agora o Congresso está posto de joelhos; e, para encerrar, o medo dos 40 ladrões que votaram a favor de Renan de terem a sua merda jogada no ventilador. Afinal, quem deve teme: e, sendo assim, Renan Babá e os 40 ladrões serão fiéis signatários das palhaçadas petralhas daqui por diante. A oposição, fraca, desorganizada e sem discurso, está desmoralizada e na sarjeta. O PSDB e o DEM são, literalmente, piadas no Congresso. Fazem 5 anos que são oposição e até agora não fazem nem cócegas ao governo petralha. Na época de FHC, Luiz Estevão foi cassado por muito menos e os poderosos ACM e Jáder, bem como o atual governador do DF Arruda, tiveram que renunciar aos seus mandatos frente às pressões públicas e, principalmente, à oposição raivosa, irascível, mas principalmente eficiente praticada pelos petralhas. Como o São Paulo no Brasileirão, o governo PT segue sem adversários à altura para enfrentá-lo. E, sendo assim, para o terceiro mandato e o chavismo brasileiro faltam apenas "detalhes", ou "jeitinho brasileiro", como queiram.
No caso da Fórmula-1, outra decisão movida pelo capital: a exclusão da McLaren, a segunda equipe mais tradicional da categoria, seria um tiro de morte. Representaria fuga de investimentos e a conseqüente quebra financeira. Ao mesmo tempo, entregar o campeonato de bandeja à Ferrari não seria a decisão mais sábia do ponto de vista econômico. Mesmo se a Mercedes tomasse o lugar da McLaren em caso de exclusão, a perda da marca da equipe inglesa representaria o fim da Formula-1 romântica, das velhas marcas e garagistas, além do que poderia deixar a categoria definitivamente na mão das montadoras, que jogariam com ela até o momento que fosse lucrativo. Por tudo isso, a retirada dos pontos de construtores e a multa de US$ 100 milhões são troco perto do risco financeiro que a categoria corrida. Como em Brasília, os interesses corporativos e financeiros falaram mais alto que a moralidade, a ética e a esportividade do processo. Bom para Ron Dennis e Lewis Hamilton, que vencem a queda de braço contra Fernando Alonso, Flávio Briatore e a Ferrari (que entrou de trouxa na história). Ruim para o esporte, que fica de lado quando os interesses financeiros do espetáculo falam mais alto.
O capitalismo selvagem vem derrocando a nossa sociedade ocidental, tal como o Império Romano. Como em tais tempos, o Congresso se tornou corrupto e vendido, os discursos autênticos eram desencorajados e penalizados, o puxa-saquismo é estimulado e regrado e, principalmente, a figura do ditador se faz presente. Aquele que, supostamente, dá "ordem" ao processo. Li uma frase, certo dia, que dizia isso: "Uma República forte torna-se uma Democracia: uma Democracia enfraquecida e demagógica dá margem ao Populismo e, por fim, à Ditadura". Acompanhando a análise dessa frase, vinha uma reflexão sobre os valores da sociedade: comenta-se que o enfraquecimento do processo democrático também enfraquecia a estrutura social, com a destruição familiar, a permissividade e libertinagem dos costumes e o enfraquecimento espiritual da população. Engraçado é que isso descrevia a Roma na época da decadência do Império, mas é de extrema atualidade para o Brasil e para o mundo em que vivemos. Todas as civilizações que fracassaram passaram, sem exceções, por um processo desse tipo. Infelizmente, acredito que nós também estamos presenciando esse triste momento histórico. E, por mais que sejamos como Diodoro Cirino (pai de São Lucas), que discursava pela moralidade e pela volta da ética e do orgulho nacional romano, alea jacta est, a sorte está lançada. A sociedade fez a sua escolha. Cabe a nós lutarmos contra isso ou aceitarmos passivamente a sua degradação.
Marcadores: Alice, Atum, Calabresa, Ferrari, Fórmula 1, Frango com Catupiry, Lula, Margherita, McLaren, Mussarela, Napolitana, Pizza, Portuguesa, Renan Calheiros, Tomate com Rúcula

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial