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Médico, de centro-esquerda, coxa-branca, palestrino e ferrarista.

domingo, outubro 21, 2007

Ferrari, Ferrari, Ferrari!!!



Vitória da justiça, da esportividade e da caixinha de surpresas. Como há 21 anos atrás, o azarão surpreende, conta com um pouquinho de sorte e vence o campeonato.

Kimi, no final das contas, mereceu a conquista. Pode não ter sido brilhante durante a temporada (acredito que Massa foi mais rápido, mas mais azarado), mas foi eficiente nos momentos cruciais. Soube crescer no momento certo, na reta final, e principalmente, soube aproveitar a disputa fraticida entre Hamilton (que, com as cagadas de hoje e da China, provou ser um piloto da estirpe de Ivan Capelli, Rubens Barrichello, Michele Alboreto, Riccardo Patrese, Chris Amon e tantos outros que se notabilizaram como PERDEDORES) e Alonso (o Prost do terceiro milênio. Apesar que, depois dessa confusão toda, eu já acho que ele tenha algo de Piquet na personalidade). A inexperiência de Hamilton (que se revelou no momento mais agudo da disputa) e o erro de Alonso no Japão (conseguiu rodar na reta durante a chuva de Fuji, lembrando o erro de Prost em Estoril-1985) foram decisivos para que Kimi reduzisse a diferença e conquistasse o título.

Destaco aqui o papel de Massa. Massa, esse ano, parece ter se contaminado com o azar que perseguiu o seu companheiro durante a carreira. Furou sinal vermelho, esqueceram de colocar gasolina no tanque, montaram amortecedor errado... Em resumo: foi o azarado do ano. Mas hoje fez um corridaço e correu para a equipe. Vencer pela 2ª vez o GP Brasil não iria acrescentar nada ao currículo dele. A dívida de vencer em casa já foi paga ano passado. Precisava Massa era garantir que ano que vem ele continue com o equilíbrio que a Ferrari deu entre seus pilotos. Diga-se de passagem, parabéns a Scuderia. Mostrou que na era pós-Schumacher é possível sim ter dois pilotos rápidos e em iguais condições na disputa do campeonato. Méritos de Kimi e Massa, por serem competitivos e jogarem sempre com a equipe, independente das dificuldades. A união e o trabalho em conjunto foram fundamentais para que a Ferrari conseguisse impor a justiça divina na disputa. Pois o título de pilotos da McLaren seria como o Brasileirão de 2005 do Coringão: roubado, ganho no STJD e com dinheiro sujo da Máfia.

Tudo bem que a Ferrari foi uma zona esse ano, mas é isso que é belo na Scuderia. A Ferrari lembra o Palestra: as coisas são feitas com emoção, paixão, sem muita organização, até. Parece aquelas grandes mesas de italianos e descendentes com uma gritaria completa, os netos correndo pra todos os lados, a nona trazendo o macarrão derramando molho por todos os lados. Mas, no fim, todos celebram aquele domingo e vêem que, a despeito de todas as confusões, sempre a paixão e a união da famiglia se sobrepõem as picuinhas. E, por conta disso, é tão belo torcer para o Palestra e para a Ferrari. Me orgulho de ser ferrarista e palestrino por essas viradas. Por ver um Palestra que é capaz de fazer a galinhada chorar em 74. De ver a Ferrari de Gilles andando com o bico torto na chuva em 81. De sofrer com filas intermináveis de títulos. De voltar às conquistas de forma triunfal (com a era Parmalat e a era Schumacher). De ir ao inferno e ressurgir (a era Capelli de 1992 e a Série B de 2003). Isso é Ferrari. Isso é Palestra Itália. E por isso, com essa alma de descendente de italiano da pequena Fiera di Primiero que me orgulho de torcer por essas duas instituições que transpiram em suas conquistas e sofrimentos o verdadeiro sentido da palavra TORCER.

Avante Ferrari!!!!!

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