Eleições estadounidenses: breve reflexão
Depois de um longo inverno, retorno a escrever no meu blog. Sei que tá bem empoeirado, mas essa vida médica é algo caótico... Demora para a gente recuperar o ritmo e voltar aos escritos. Mas estamos aí de volta. E com um tema que eu considero atual e pertinente: eleições nos EUA (vulgo paraíso, para os imigrantes, ou inferno, para os seguidores do Fuhrer do Orinoco... vai do gosto).
Como todos devem estar se perguntando, o que está surpreendendo é a atuação do Senador Barack Obama. Negro, havaiano, filho de mulçumano, Obama tinha tudo para dar errado. Ele representa toda a anti-política tradicional americana, ou seja, a velha política de predominância branca, religiosa cristã e baseada em princípios anglo-saxões está em xeque. Mas Obama, a despeito de tudo e todos, surpreendeu e vem surpreendendo. Mesmo que não vença a indicação do Partido Democrata, já terá feito história. Vir das bases de Chicago para em 15 anos ser um pop-star não é para qualquer um. Um fenômeno desses deve ser analisado com muito, muito cuidado. Quero ainda discorrer muito sobre isso.
Já Hillary é mais do mesmo. Gosto muito do tio Bill e sua Terceira Via, afinal ele é amigo do FHC e tem linhas bem próximas do PSDB. Mas a indicação de Hillary daria tons portenhos à eleição americana. Já basta a fraca Cristina Kirchner no poder argentino. Mais uma Evita Péron no poder não nos acrescentará nada e, pior, atrasará por 4 anos a mudança de paradigma político mundial. Não caio na falácia da "primeira mulher presidente". A única coisa boa da candidatura Hillary é o SUS americano, a universalização do sistema de saúde americano para todas as pessoas. Um tiro de morte nos planos de saúde, já alvejados pelo bombástico "Sicko", o novo documentário de Michael Moore. Mas é muito pouco. A política precisa de mudanças mais drásticas.
Já o partido da guerra, digo, Republicano, já escolheu o seu candidato: McCain. Fez uma escolha coerente. Entre um mórmon ladrão, um pastor maluco e o herói de guerra, fez a escolha óbvia. McCain é o único que tem condições de convencer os americanos a continuarem enterrados no buraco iraquiano. War Bush já se apressou e declarou apoio ao herói do Vietnã. Creio que os Republicanos estão em vantagem no momento: a indecisão democrata e a grana que eles detém serão fatores que pesarão nesses primeiros meses de campanha e podem criar uma vantagem decisiva. Não bastasse, Hillary e Obama estão fazendo questão de queimar um ao outro e facilitar o caminho republicano. Se fosse para apostar hoje, apostaria em uma vitória republicana.
Por hoje é isso. Vamos continuar observando.
Como todos devem estar se perguntando, o que está surpreendendo é a atuação do Senador Barack Obama. Negro, havaiano, filho de mulçumano, Obama tinha tudo para dar errado. Ele representa toda a anti-política tradicional americana, ou seja, a velha política de predominância branca, religiosa cristã e baseada em princípios anglo-saxões está em xeque. Mas Obama, a despeito de tudo e todos, surpreendeu e vem surpreendendo. Mesmo que não vença a indicação do Partido Democrata, já terá feito história. Vir das bases de Chicago para em 15 anos ser um pop-star não é para qualquer um. Um fenômeno desses deve ser analisado com muito, muito cuidado. Quero ainda discorrer muito sobre isso.
Já Hillary é mais do mesmo. Gosto muito do tio Bill e sua Terceira Via, afinal ele é amigo do FHC e tem linhas bem próximas do PSDB. Mas a indicação de Hillary daria tons portenhos à eleição americana. Já basta a fraca Cristina Kirchner no poder argentino. Mais uma Evita Péron no poder não nos acrescentará nada e, pior, atrasará por 4 anos a mudança de paradigma político mundial. Não caio na falácia da "primeira mulher presidente". A única coisa boa da candidatura Hillary é o SUS americano, a universalização do sistema de saúde americano para todas as pessoas. Um tiro de morte nos planos de saúde, já alvejados pelo bombástico "Sicko", o novo documentário de Michael Moore. Mas é muito pouco. A política precisa de mudanças mais drásticas.
Já o partido da guerra, digo, Republicano, já escolheu o seu candidato: McCain. Fez uma escolha coerente. Entre um mórmon ladrão, um pastor maluco e o herói de guerra, fez a escolha óbvia. McCain é o único que tem condições de convencer os americanos a continuarem enterrados no buraco iraquiano. War Bush já se apressou e declarou apoio ao herói do Vietnã. Creio que os Republicanos estão em vantagem no momento: a indecisão democrata e a grana que eles detém serão fatores que pesarão nesses primeiros meses de campanha e podem criar uma vantagem decisiva. Não bastasse, Hillary e Obama estão fazendo questão de queimar um ao outro e facilitar o caminho republicano. Se fosse para apostar hoje, apostaria em uma vitória republicana.
Por hoje é isso. Vamos continuar observando.
Marcadores: Barack Obama, eleições americanas, Hillary Clinton, John McCain

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