Blog do René Santos Neto

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Local: Curitiba, Brazil

Médico, de centro-esquerda, coxa-branca, palestrino e ferrarista.

sexta-feira, abril 20, 2007

O Painel? Deve estar na casa da mãe de alguém...



O homem, o mito, a lenda.

Esse é Dalborga, vulgo Luiz Carlos Alborghetti, uma das lendas vivas do trash televisivo brasileiro do final da década de 80 e início de 90. Quem não lembra do seu programa "Cadeia" na finada Rede OM (depois CNT), no qual "descia o cacete" nos bandidos e traficantes? Dalborga foi o precursor do estilo Ratinho na televisão, inclusive o próprio é filhote do Dalborga. Conta-se que o Alborghetti achou o Ratinho vendendo churrasquinho de gato na esquina da Rodoferroviária e o levou para ser seu repórter. Depois deu no que deu: Deputado Federal e apresentador da Record e da SBT. Outro de seus filhos foram o Augusto Canário (até tentou seguir a esteira do Ratinho, mas se deu mal), Roberto Accioly, Carlos Simões, Íris Simões e tantas outras "lendas" vivas da utilização da desgraça alheia em troca de mandatinhos e tocação de piano nas Assembléias e Câmaras do Brasil.

Mais uma vez, o sinal de que falta muito, mas muito mesmo (como diria o Fernando Vanucci) para que o Brasil se torne um país de primeiro mundo.

Ah, falta contar a história do Painel!! Então, esse que vos fala estava a assistir uma sessão da Assembléia Legislativa, há cerca de 7 anos atrás, quando o índio Dalborga ainda detinha mandato popular. A sessão, pra variar, estava vazia, às moscas. Foi aí que o Alborghetti soltou a sua "pérola". Ao ser indagado por um colega deputado do paradeiro do painel eletrônico da AL (que havia sido levado a conserto e jamais retornou), o "mestre do trash" solta essa: "O Painel? Deve estar na casa da mãe de algum deputado!". "Sábias" palavras de um dos mais folclóricos e controvertidos deputados que já passaram por aquela Casa...

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quarta-feira, abril 18, 2007

Duelo de Titãs - "El Gol"



Gol do Messi - Barcelona 5x2 Getafe - Copa do Rei 2007



Gol do Maradona - Argentina 2x1 Inglaterra - Copa do Mundo 1986

21 anos depois, o maior "milagre" da história do futebol argentino se repete. Messi, como "el Diós" em 1986, recebe a bola no meio-campo, com o seu time em desvantagem no placar, e sai desenbestado driblando meio time. Deixa, ao total, 6 jogadores do time adversário (incluindo o goleiro) com a bunda no chão e rola a bola pro gol vazio. Uma obra-prima do futebol mundial se repete, e, mais uma vez, obra de um argentino. Se havia dúvidas do talento de Messi, agora essas se dissiparam. Messi se credenciou de vez para disputar o posto de maior jogador argentino da história contra "La Mano de Dios". E tem tudo para superá-lo. Afinal, joga desde o início da carreira no Barcelona, um dos maiores clubes do mundo, no qual já conseguiu o título europeu (coisa que o aspirador de pó nunca conseguiu). Falta a Messi um título mundial, de clubes ou por seleção, para se igualar a Maradona (de preferência, carregando o time nas costas). Para superar os feitos do cheirador de gatinhos, basta marcar mais que 350 gols na carreira (se o Romário marcou 999, porque não?).

E argentino ainda fala que Maradona é Deus... (e o próprio delira com isso em seu leito morimbundo).

Se Deus no futebol existe, ele faria isso:



"Argentino é aquele que você compra pelo que vale e vende pelo que ele pensa que vale"

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terça-feira, abril 17, 2007

É só a primeira de muitas....



E aí vem o Massa. Finalmente, depois de dois azares nas duas primeiras corridas da temporada (o câmbio quebrado e a má largada), foi absoluto em uma prova. Dominou de cabo a rabo, com pole e volta mais rápida. Mostrou para o Sr. Frio que está sobrando na Ferrari e que a McLaren vai ter que pelear muito se quiser competir de igual para igual. Por falar em McLaren, destaque para Lewis Hamilton, o Tiger Woods da F1, que vem se consagrando como o melhor "rookie" da história da F1. Nem Ayrton Senna assombrou tanto o mundo em sua temporada de estréia como esse jovem. Já Alonso mostrou que é o Prost do Terceiro Milênio: corre só na boa e pelas beiradas. Vai ser uma temporada de arrepiar.

PS: Pra variar, o Rubinho e seu carro planeta Terra (aquele que demora um dia para dar uma volta completa) só chegaram na frente das Spyker. É lamentável o fim de carreira do Rubens Patolino...

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domingo, abril 15, 2007

Momento político - Debate Mário Covas x Maluf



Na nossa seção "Momento político", iremos relembrar um dos maiores embates políticos (senão o maior) da história brasileira: a disputa do governo de SP de 1998, entre Mário Covas e Paulo Maluf. Nessas horas percebemos o quanto o Brasil deixou de avançar devido à morte desse nobre político que foi Mário Covas, em 2001. Um sujeito honesto, honrado e que trabalhava pelo bem-estar e pelo progresso do Brasil. Ao mesmo tempo, temos a oportunidade de ver o que há de pior na nossa política, ou seja, um picareta em ação tentando iludir as pessoas. Esse é Paulo Maluf, o maior ladrão da história (apesar que o Molusco está chegando perto). E tem gente que tem coragem de eleger um safado desses deputado.

O melhor e o pior do ser político em ação...

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Cenas antológicas - Parte II



Bonasera, Bonasera...

Continuando nossa sessão de cenas antológicas, colocamos a primeira peça clássica de uma das maiores obras de arte do cinema (senão a maior obra), a trilogia O Poderoso Chefão. Nessa cena, a interpretação mais magistral já registrada no cinema, obra e arte de Marlon Brando. A intensidade do diálogo, a intimidação de Don Corleone e a incorporação da personagem pelo ator são impecáveis. Em resumo, uma obra-prima.

Enjoy...

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Cenas antológicas - Parte I



Bond, James Bond...

Sean Connery é James Bond e James Bond é Sean Connery. O precoce calvo escocês (já era careca com 21 anos, tendo que utilizar um topete-peruca durante a série) se consagrou como uma das maiores legendas do cinema por suas atuações irretocáveis como o agente secreto "Bond" cama e que utilizava as novidades tecnológicas para derrotar comunistas e outros "bandidos" à serviço de Vossa Majestade.

Na primeira parte da seção de Cenas Antológicas do cinema desse blog, a clássica cena de Bond jogando pôquer e passando o migué (duas especialidades do figura) na senhorita.

Divirtam-se...

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Pensamentos do Peixe



Como estamos na onda da Copa do Mundo e Gol 1000 (será que sai?), estou postando um vídeo com uma coletânea das "melhores" frases já ditas pelo "Gênio da Grande Área" (como diria Johann Cruyff). No mínimo é cômico...

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PROJETO COPA-2014: DESVAIRIO OU REALIDADE? (publicado no site do Vô Coxa em 13/04)

PROJETO COPA-2014: DESVAIRIO OU REALIDADE? - Acendam velas, matem galinhas pretas, façam oferendas ao Exu-Caveira. Rezem muito, turma da Baixada. Se o projeto Tarumã-2014 se concretizar, a parte ruborizada da cidade terá que se preparar para sofrer gozações pelo resto de suas vidas. Fora o risco de ficar com a meia-água incompleta...

Na última semana surgiu uma notícia que, inicialmente, começou como um boato desvairado mas que, com o passar dos dias, vem ganhando contornos dramáticos para uma peleja que parecia decidida a favor da turma de Baixo. A chamada “onda 2014”, tão cantada em verso e prosa pela turma do “el Mejor Estádio del Mundo”, atingiu definitivamente autoridades e clubes de todo o Paraná. E, para surpresa da turma da empáfia e da arrogância, todas as entidades do Estado vem se unindo para apoiar o projeto Tarumã-2014. Confesso que fui apanhado de surpresa pela notícia. Não acreditei, a princípio, pois achei que fosse mais uma das “pegadinhas do Moura”. Mas, ao ver o secretário Ricardo Gomyde e o governador do Estado se comprometendo com o projeto da Copa-2014 e, principalmente, ofertando o terreno do finado Pinheirão como alternativa para o novo estádio, comecei a ver com outros olhos a situação. É certo que GG é o maior picareta que já passou pela presidência do Coritiba em toda a história do Clube. A queda para a Segunda Divisão e as picaretagens que aprontou no Governo são elementos que pesam na hora de fazermos qualquer analise mais apurada sobre propostas e idéias que venham dessa figura. Mas o projeto Tarumã-2014, por mais surreal e irrealista que seja no momento, foi uma sacada interessante dessa figura execrável. Pasmem.

Há algum tempo debato com os meus amigos coxas-brancas que o Coritiba tem a necessidade de se adequar à realidade do futebol mundial. O tempo romântico do futebol, aquele das grandes casas de futebol, com 70, 80, 90 mil pessoas apinhadas nas gerais dos estádios, acabou. O modelo de gestão europeu, baseado nos multieventos e na utilização dos espaços dos estádios como centros comerciais e culturais, vem se mostrando a alternativa viável para a sobrevivência dos velhos clubes de futebol. Em resumo, o futebol se tornou um grande negócio. E, para se sobreviver nesse mercado, é preciso ter ousadia. Ousadia para buscar novas oportunidades, disputar nichos de mercado e estabelecer novos paradigmas. Nesse sentindo, a Copa-2014 é a grande oportunidade dos clubes brasileiros se ajustarem definitivamente ao novo ciclo econômico do futebol. Bilhões de dólares (foram investidos cerca de US$ 6 bi para a construção de estádios e estruturas de suporte na Copa-2006) irão inundar a economia brasileira e, por conseqüência, caixas de governos locais e clubes. E, para um clube quase centenário como o Coritiba, surge a oportunidade de se buscar um projeto capaz de sediar o evento mais importante do esporte mundial e que seja perene pelos anos vindouros da competição.

O Couto Pereira faz parte de nossas mais doces lembranças e da nossa história. Foi nele que o Coritiba forjou a sua fama de “Glorioso”, conquistando quase todas as suas conquistas mais importantes. Porém, para a realidade de hoje, o Monumental está ultrapassado. Por mais que façamos uma grande reforma, o Couto não teria condições de abrigar a Copa, pois faltaria, segundo os encargos da FIFA, uma área de dispersão de público em suas saídas (teríamos que demolir todos os prédios em volta da Rua Mauá e da Amâncio Moro para atendermos as exigências), bem como uma área de estacionamento adequada para carros e ônibus. Mas, pasmem vocês, se não houvesse a oportunidade da construção de um novo estádio em Curitiba, o estádio com melhores condições de receber a Copa em nossa cidade seria o nosso Monumental. Por mais que a turma lá de baixo fale que “el Mejor” tem cadeirinhas em todos os setores, cheiro de shopping-center, divisão de acrílico entre as torcidas, pombal do Coronel e outras perfumarias, há um “pequeno” elemento que inviabiliza por completo o projeto “El Mejor-2014”. O estádio da Água Verde segue a orientação Leste-Oeste (a exemplo da Fazendinha, vulgo Parque São Jorge, em São Paulo), contrariando os padrões FIFA, que exigem orientação de campo Norte-Sul. Em resumo: a Casa China Arena teria que ter as suas sociais da Getúlio Vargas demolidas para se adequar ao padrão FIFA. Pior: as novas arquibancadas seriam construídas muito próximas ou dentro da via de circulação da Getúlio Vargas e em terrenos hoje ocupados por prédios residenciais. Ou seja, altos custos de desapropriações e processos judiciais. Não bastasse, há o mesmo problema do nosso Majestoso, ou seja, falta de áreas adequadas para vazão de torcedores e estacionamento adequado. O megalomaníaco projeto de construir um estacionamento na Praça Afonso Botelho é uma piada de mau gosto e que atenta a comunidade residente no Água Verde. Em resumo, a mentira que o Coronel não conta aos seus torcedores é que a Casa China Arena terá que ser inteiramente reconstruída para abrigar a Copa do Mundo. Simples assim.

Analisando assim, começa-se a ver que o projeto Tarumã-2014 iria implicar em menos custos e menor exercício de destruição urbana que todos os outros projetos que possam a vir ser apresentados. Elementos que contam a favor desse projeto: um grande terreno, em uma região bem servida de transportes na cidade (vale lembrar que até 2008 estará pronta ou em fase de finalização a Linha Verde, a nova BR-116, com 11 pistas; e, até 2014, já existirão linhas de metrô ou projetos para atender àquela região) e próximo à Região Metropolitana, local onde estará residindo a maioria da população de nossa cidade e região nos próximos 10 anos; Elementos desfavoráveis: a dívida da FPF com os Governos, da ordem de 15 milhões de reais; alguns atores envolvidos no comando inicial do projeto (Severiano ao contrário, GG); a resistência da torcida do Coritiba em sair do Alto da Glória e, para finalizar, a incerteza do financiamento do elefante branco. Até agora não se tem notícias de quem seria o grupo financiador do empreendimento. Só boatos. Fora que só existem esboços do projeto do novo estádio. Já se chegou a comentar até que haveria uma revisão do projeto inicial de conclusão do antigo Pinheirão. Enfim, incerteza geral.

Agora, cabe aqui uma análise quanto ao comportamento atual da diretoria do time do Coronel: a mesma mão hoje que agride RPC, FPF e Governo do Estado do Paraná, acusando-os de “autofagia” e “inveja”, foi a mesma que pediu ajuda para a TV Globo nos projetos de marketing “dos Paranaenses”, cápsula do tempo e outros factóides; a mesma que recebeu ajuda do senhor Ivens Mendes no esquema de compra de árbitros em 1996, do senhor Oscar Roberto de Godói na final de 2000, do senhor Mafra na final de 2004 e dos amigos de preto que deram 18 (?) pênaltis durante todo o Campeonato Brasileiro de 2004; a mesma que recebeu o “alvi-verde” governador Jaime Lerner para inaugurar a Meia-Água em 1998, Meia-Água essa construída sob financiamento suspeito para um clube que, há 5 anos antes, não tinha dinheiro sequer para comprar uniformes de treino para a sua equipe. Resumindo: será que cabe ao filho ingrato reclamar de “autofagia” ao cuspir no prato que comeu?

Finalizando, gostaria de colocar que a casa do Coritiba jamais deixará de ser o Alto da Glória, tendo estádio novo ou não. Foi no Monumental que construímos nossa história, nossa identidade e nossa paixão pelo Glorioso. Se a nova casa deixar de ser um devaneio dos mandatários e se firmar como uma realidade, que seja bem-recebida pela massa alviverde e que seja à altura das glórias e da história do Coritiba. Que possa ser o ponto de partida para o renascimento da instituição Coritiba Foot Ball Club. Mas, antes de devaneios e sonhos, há uma necessidade preemente para o nosso clube: o acesso à Primeira Divisão. Sem o Coritiba na elite, não há razões para quaisquer outras perspectivas de crescimento a médio e a longo prazo. A Primeira Divisão e o título paranaense são obrigações históricas que devem ser realizadas esse ano, para que possamos voltar a ter orgulho de nossa história e de nosso clube, não só de seu passado, mas como de seu presente e do seu futuro.

DÁ-LHE COXA!

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